11/29/2005

Portugal, esse país de desenrascados

Toda a gente sabe que em Portugal só há duas maneiras de um músico vender mais CD´s: ou tem amigos na rádio ou vai a mandatário da juventude de um candidato presidencial qualquer. Manuel João Vieira não tem amigos na rádio e já não passa por jovem. AMS

7 Comments:

Anonymous Tiago said...

Curioso....
Ontem, após uma reunião da Assembleia Municipal fui "convidado" a participar num jantar de apoio à candidatura do Dr. Mário Soares, recusei por achar que "Venha o Diabo e Escolha"...hoje encontro o Vosso blogge....

2:29 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Foi mesmo uma escolha do diabo, não?

5:46 da tarde  
Blogger dbo said...

Não sei se o Diabo já efectuou alguma escolha na sua vida (se é que tem vida...para além da que lhe atribuimos), no entanto nas tentações de Cristo, na montanha, após tanto jejum (foram 40 dias, dizem as crónicas bíblicas)o Diabo não conseguiu seus intentos...ou terá conseguido e não vem escrito?...Com o Diabo a escolher acho que alguém será eleito, e não sei se alguém de jeito, já que de todos o mais jeitoso seria o próprio Diabo que já não se candidata perante o diabo de tantos políticos a concorrer...razão para desabafar: Co's diabos, votem lá em qualquer Diabo!

8:15 da tarde  
Blogger JAC said...

Muito boa…

Sal de Portugal
(Diário do adeus aos Cigarros)
http://sal-portugal.blogspot.com/

8:26 da tarde  
Blogger JAC said...

Para o Diabo explorar deixo uma pergunta, um tema e um desafio sobre o qual o Dr. Mário Soares nunca prestou contas aos portugueses:

http://sal-portugal.blogspot.com/2005/11/portugal-tem-o-direito-de-saber.html

Talvez seja este o momento de expor a verdade.

Sal de Portugal
(Diário do adeus aos Cigarros)
http://sal-portugal.blogspot.com/

8:29 da tarde  
Blogger Rui MCB said...

Deixem lá a Kátia Guerreiro em paz que ela até deve ser boa moça...

9:28 da tarde  
Blogger Arrebenta said...

GRANDE ENTREVISTA DE CAVACO SILVA A KATIA REBARBADO D'ABREU (9ª Parte) - "Dos Comboios-Fantasma às Estradas da Morte"


(Continuação)

K.R.A. -- … e como explica aos Portugueses que, numa imitação provinciana de Margareth Tatcher, tenha desactivado a rede ferroviária nevrálgica do Interior, tornando o interior ainda mais pobre e interior?... Acha normal que, num país completamente dependente da importação do petróleo, se tenha dado a primazia a uma rede de estradas mal feitas, em detrimento das infra-estruturas ferroviárias existentes?...

C.S. -- Minha senhora, os Portugueses tinham direito, nessa altura, a ter estradas mínimas para poderem circular com a sua viatura própria... Nós estávamos, nesse instante, nos pontos mais altos dos nossos índices de Desenvolvimento Humano, comigo como Primeiro-Ministro, e com o Dr. Mário Soares, como Presidente da República… Deixe que lhe recorde que foi nessa altura que os nossos empresários de sucesso do Vale do Ave passaram a dispor de viaturas topo de gama, como não tinham tido até então, que os próprios fabricantes da Maseratti se deslocaram ao nosso país, para verem onde ficava Famalicão, o Umbigo do Mundo, o lugar onde, em toda a Terra mais Maserattis se vendiam!... Por onde é que a senhora queria que os Portugueses andassem, se não tinham estradas?... A senhora, por acaso, ainda se lembra do tempo em que os Portugueses não tinham carro, e eram obrigados a deslocar-se de transportes públicos?...

K.R.A. -- … como acontece nas cidades do Terceiro Mundo, professor, como Londres, Paris ou Nova Iorque... E o Professor também acha normal que as estradas e auto-estradas fossem desenhadas e executadas num permanente regime de violação de regras de traçado, multiplicando desastrosas inclinações e ofendendo curvas de comodidade, chegando a roubar-se 3 cms de asfalto na camada de desgaste?... O Professor sabe, por acaso, quanto economizou, num só ano, a Air Continental, ao decidir colocar uma azeitona a menos em cada prato de uma das refeições servidas a bordo?... Pois economizou 200 000 dólares, Professor… Agora, Professor, imagine quanto dinheiro não terá sido poupado e imediatamente desviado, ao roubar 3 cms de camada de desgaste, ao longo de dezenas, centenas, milhares de quilómetros de uma década de estradas falsificadas...

C.S. – (Silêncio)

K.R.A. – Quanto nos está a custar refazer as suas estradas mal traçadas?... Quanto nos vai sair refazer o IP5, a Estrada da Morte, com a sua rede mafiosa de ex-magistrados octogenários, e nonagenários, por detrás, a manipular e a multiplicar custos de expropriações de terrenos?... O Professor acha normal que, enquanto o eixo Franco-Alemão e o Benelux tenham apostado numa fortíssima rede de infra-estruturas ferroviárias de TGV, nós tenhamos chegado ao apuro de, no início do séc. XXI, termos Viseu, a então clássica capital do “Cavaquistão”, a ser ainda a maior cidade europeia a não ser servida por linha férrea?...

C. S. -- ... mas, como sabe, ganhei lá sempre as eleições, o que, deixe-me que lhe diga, também sempre entendi como prova de que estava a seguir o rumo certo. Eu não tinha dúvidas no que estava a fazer, minha senhora, e eles também raramente se enganavam, de cada vez que iam as urnas...

K.R.A. -- A minha leitura desse facto é diferente, Professor: ao contrário das grandes capitais europeias, nas quais, ao longo das mais variadas ocasiões, políticos, chegados da província, se deslocavam à grande metrópole para a absorverem por todos os poros, e ela lhes servir de enorme palco e ensinamento, o Professor limitou-se a espalhar o seu provincianismo pelo país inteiro, e a trazer a sua pequena aldeia para Lisboa...

C.S. -- Aldeia, não, minha senhora, vila, Vila de Boliqueime!... A senhora, por acaso, já foi a Boliqueime?... Olhe que devia ir, é uma verdadeira vila, espelho do progresso português, uma estrada razoavelmente asfaltada, a dividi-la bem ao meio, e uma bomba de gasolina, do lado direito, para os dias de emergência!...

K.R.A. -- não, Professor, nunca fui, e nunca irei a Boliqueime: bastaram-me os dez anos em que fui forçada a ter o espírito de Boliqueime a vir diariamente até mim….

(Continua)

12:15 da manhã  

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